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ATUALIDADES EM HEMOTERAPIA
 
HTLV

HTLV é uma sigla (Human T-cell Lymphotropic Virus) usada para designar o Vírus Linfotrópico Humano de Células T. O HTLV é um  microorganismo que infecta células do sistema imunológico humano denominadas linfócitos T. Os linfócitos T são células que defendem o organismo de agressões internas e invasões externas. Existem basicamente dois tipos de HTLV, HTLV-1 e HTLV-2.

Apesar de bastante semelhantes, estes dois vírus comportam-se de modos bastante diferentes no organismo:

  • o HTLV-1 pode causar doença;
  • já o HTLV-2 quase nunca causa qualquer dano ao organismo infectado.

O HTLV-1 só provoca algum tipo de doença em aproximadamente 5 pessoas a cada 100 infectadas pelo vírus. Os demais permanecerão assintomáticos (sem qualquer sinal de doença) só vindo a descobrir que têm o vírus se forem, por exemplo, doar sangue e o exame de triagem do banco de sangue detectar a infecção. Apesar dessas pessoas serem assintomáticas elas podem infectar outras pessoas, daí a importância de se saber quem tem o vírus, independentemente de ter algum sintoma ou não.

O HTLV-1 pode causar a Mielopatia associada ao HTLV-1 uma doença caracterizada por inflamação na medula espinhal levando a diversos sintomas neurológicos.


Em alguns indivíduos infectados pelo HTLV-1 há proliferação desordenada do vírus levando a Leucemia ou Linfoma de Células T do Adulto, que pode se manifestar de forma branda até formas mais graves. Não existe remédio que elimine definitivamente o HTLV do organismo humano, porém todas as doenças causadas pelo vírus têm tratamento. É importante saber, que quanto mais cedo se tratam as doenças causadas pelo HTLV, maiores as possibilidades de que o tratamento seja eficaz.

A transmissão do HTLV (1 ou 2) pode ocorrer através de transfusão de sangue contaminado pelo vírus, compartilhando agulhas, seringas, ou objetos cortantes que contenham sangue contaminado; através de amamentação e relação sexual.

Os testes atualmente utilizados para o diagnóstico da infecção pelo HTLV dividem-se em dois grupos: testes de triagem e testes confirmatórios. Recomenda-se sempre que, antes de se afirmar que uma pessoa tenha o vírus, utilizem-se dois testes, um de cada grupo, para se ter o diagnóstico definitivo. Os testes de triagem, cujo exemplo mais comum na prática é o teste de ELISA, são extremamente sensíveis na detecção de anticorpos contra o HTLV. Isso reduz a níveis extremamente baixos a possibilidade de uma pessoa ser positiva e o teste dar negativo, porém podem ocorrer resultados falsamente positivos. Para evitar que uma pessoa seja considerada positiva sem o ser, é que se recomenda a realização de um outro teste, chamado confirmatório, após um resultado de ELISA positivo. Os testes confirmatórios mais utilizados são o teste de Western Blot, a Imunofluorescência e a PCR. Existem ocasiões em que o Western Blot resulta no que se denomina de "padrão indeterminado". Isto significa que não foi possível ter certeza se realmente o indivíduo está infectado ou não. Nestes casos pode-se repetir este mesmo teste num intervalo de 3 a 6 meses, ou, ainda, utilizar o teste de PCR.

No banco de sangue, quando o resultado do teste de triagem para HTLV for positivo ou indeterminado, o indivíduo é convocado para receber orientações médicas e procurar um serviço de referência para a realização do teste confirmatório.
 
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