O Ministério da Saúde quer incentivar a redução do consumo de sódio e açúcar no Brasil

Estima-se que 24,9% da população brasileira têm hipertensão. Os dados são resultado de uma pesquisa feita pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2015.Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os adultos não devem consumir mais do que 5g de sódio diariamente. Entretanto, o consumo diário médio do brasileiro é de 12g, mais do que o dobro do recomendado. O problema é que esse excesso de sódio no organismo pode provocar outras doenças além da hipertensão, como complicações cardiovasculares e renais. 

Para conscientizar a população sobre os riscos desse consumo exagerado, o Ministério da Saúde criou em 2011 um programa de cooperação para reduzir o sódio de alimentos em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de

Alimentação (ABIA). Graças a essa iniciativa, desde o início do acordo até o final de 2015, mais de 14,9 toneladas de sódio já foram retirados dos produtos processados. A meta é, que, até 2020, 28,5 toneladas sejam retiradas da alimentação dos brasileiros. O plano de redução teve quatro etapas, sendo que em três dessas fases os dados já foram divulgados. Os alimentos das três etapas iniciais foram: pão de forma, bisnaguinha, macarrão instantâneo, bolos, snacks de milho, maionese, biscoitos, margarinas, cereais matinais, caldos e temperos. No ano que vem serão divulgados os dados de redução de sódio para os produtos: empanados, hambúrgueres, linguiça, mortadela, presuntaria, queijo muçarela, requeijão, salsicha e sopas. O Guia Alimentar para a População Brasileira (2014) do Ministério da Saúde prioriza alimentos in natura ou minimamente processados durante as refeições do dia. O coordenador-adjunto da Área de Alimentação e

Nutrição do ministério, Eduardo Nilson, explica que o programa em parceria com a ABIA visa apenas reduzir danos provocados pelo consumo excessivo de sódio. “O acordo não torna os alimentos mais saudáveis, então é importante lembrar das diretrizes do Guia Alimentar de uma alimentação com o mínimo consumo de alimentos ultraprocessados”, explica. 

Veja algumas opções de substituições alimentares de produtos ultraprocessados ou processados por itens mais naturais:

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O coordenador-adjunto Área de Alimentação e Nutrição, Eduardo Nilson, recomenda que as pessoas (hipertensas ou não) fiquem atentas às informações que estão nos rótulos dos produtos.Verifique se a quantidade de sódio presente no alimento não ultrapassa a quantidade de 1mg de sódio por quilocaloria (kcal), que é o recomendado pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Você também pode comparar os teores de sódio entre diferentes marcas de um mesmo alimento, prestando atenção para os demais nutrientes cujo excesso é prejudical, como gorduras e açúcares.

Além de incentivar a redução do sódio, Ministério da Saúde quer diminuir a quantidade de açúcar nos alimentos

O Ministério da Saúde nesta semana vai começar uma nova negociação com a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA) para diminuir cada vez mais a quantidade de sódio e açúcar nos produtos. A meta é reduzir 40% do índice nas calorias dos brasileiros. Atualmente, o brasileiro consome em média 16,4% de açúcar na alimentação, que corresponde a 6,4% a mais do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde.


Fonte: Aline Czezacki, para o Blog da Saúde