Cuidados com o sol devem ser intensificados o ano inteiro, não apenas no verão

yellow background 202077Dezembro foi instituído como mês chave para as ações nacionais da Campanha de Prevenção ao Câncer de Pele, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Conhecido como “Dezembro Laranja”, a data marca a importância de reforçar o cuidado com a exposição excessiva ao sol e realizar a prevenção e o diagnóstico do câncer de pele. O alerta é para o ano todo, não apenas para o verão. “Quando tem claridade, tem sol. Mesmo que ele esteja mais fraco, ele está incidindo sobre a pele. No frio também tem queimadura na pele, e o frio intensifica essa queimadura”, explica a professora do curso de farmácia da Universidade de Brasília (UNB), Camila Areda.

As medidas de prevenção são simples e não exigem muito esforço do indivíduo. Evitar a exposição ao sol entre dez da manhã e quatro da tarde, usar diariamente protetor solar, boné, óculos escuros e roupas compridas também são medidas que podem ser essenciais para evitar o câncer. Pessoas com a pele mais clara, olhos claros, que já foram expostas aos raios ultravioletas em excesso, ou possuem casos na família são pré-dispostas a desenvolver a doença. No entanto, essas recomendações são para todas as pessoas, independente da cor da pele ou da região onde vive.

O fator de proteção solar (FPS) representa quanto tempo a mais a pele pode ficar exposta ao sol comparada com a pele sem a proteção. Um FPS 30 significa que a pele pode ficar até 30 minutos a mais exposta ao sol. O FPS também está relacionado com o tipo de pele. Pessoas com a pele mais branca devem usar um FPS maior, entre 50 e 60. Para peles mais escuras, é recomendado entre 15 e 30. Já a reposição do produto deve ser feita a cada duas horas. No caso de crianças, é sempre bom usar fórmulas desenvolvidas especialmente para elas, pois possuem matérias menos alergênicas e menos tóxicas.



Tipos de câncer de pele

O melanoma é provocado pelos melanócitos, células que dão o pigmento a nossa pele. O melanoma é o câncer de pele mais perigoso, pois pode se espalhar(metástase). O câncer de pele não-melanoma pode ser o carcinoma basocelular, que é o mais prevalente dos cânceres ou o carcinoma espinocelular.

O carcinoma basocelular normalmente não causa metástasemas vai aumentando no local e pode deixar sequelas pós-tratamento. O carcinoma espinocelular também pode se espalhar (metástase) e tem uma mortalidade maior.

Quanto antes o paciente detectar se uma lesão é benigna ou maligna, mais fácil o tratamento e a recuperação. Atualmente, a primeira opção é a retirada do tumor através de uma cirurgia. A exceção fica em casos de pacientes que tenham outras doenças ou que não podem ser operados. Nesse caso, o tratamento é feito com radioterapia ou quimioterapia dependendo do tipo de câncer.

Fonte: Aline Czezacki, para o Blog da Saúde